Transforme-se para transformar!!

Tenho a impressão que a maior parte dos problemas que surgem nas igrejas tem sido causada pelos pastores. Há pastores sem liderança e pastores de liderança doentia. Creio que os seminários não investem bastante em liderança,  personalidade, trato pessoal e gerenciamento humano. Preparam pessoas para lidar com gente, mas não as ensinam a trabalhar com gente. Parece que a preocupação maior é com a cognição nos cursos teológicos.

Seminários devem preparar liderança para as igrejas, mas muitas vezes apresentam líderes problemáticos. Falham em não formar pastores nem líderes, e muitas vezes prejudicam a vida cristã. Não é segredo que um curso teológico é um dos lugares em que o ceticismo é mais trabalhado.

Cansei-me da conversa de que seminário não forma pastor. Forma o quê, exatamente? Críticos? Não precisamos de seminários para isto. Precisamos de seminários que formem líderes cristãos comprometidos com Cristo e com a sua igreja. Há muitos apedrejadores da denominação e da igreja local. Gente que não tem coragem para sair e tentar algo na vida secular continua dentro do sistema, como gostam de dizer, torpedeando o sistema, mas sendo sustentada por ele.

Arrisco-me a tomar bordoadas, mas digo sem reserva alguma: há uma crise ministerial hoje em dia. Começo com aparente dureza, mas nada que digo é falso. Há pastores que não sabem dirigir um culto. Outros abdicaram disto. Entregam a direção do culto a jovens e “grupos de louvor”. Levantam-se só para pregar. E o que dizem não faz diferença. Lembram-me Kierkegaard: “Felizmente a existência não é como o sermão do pastor, porque a existência, apesar de tudo, possui algum senso, ao passo que o sermão não possui nenhum” 1. Pareço arrogante? Não, é que ficamos cheios de “dedos” para tratar deste assunto. Mas é verdade. Todos conhecemos situações que não mencionaremos, mas confirmam o que está sendo dito. Falta preparo dos líderes. Um pastor não saber dirigir um culto é o fim da picada! Mas há!

Presença pastoral opaca é sinal de liderança opaca. Liderança pastoral opaca mergulhará a igreja no marasmo ou em crise se não houver uma forte liderança leiga. Que logo descartará o pastor fraco. Por isso os pastores precisam ser líderes. Sei que um artigo não forma líderes, mas pode despertar a atenção para a necessidade de líderes. Não resolverei o problema, mas tenho a coragem de tocar o sino. E pretendo fazê-lo neste artigo. Andemos, pois por esta trilha.

O que liderança não é

Comecemos desmistificando três conceitos equívocos mais comuns sobre liderança.

(1) Não é capacidade de mando. Liderar não é mandar ou simplesmente dar ordens. Há pessoas com patologias sérias atuando como líderes. Querem ser líderes porque têm deficiências emocionais e precisam que alguém as obedeça. Querem ter a sensação de mando. Gostam de mandar. Isto não é ser líder.

(2) Não é autoritarismo. Liderar não é gritar ou impor. Vi um livro para líderes, um dia desses, numa livraria: Como conseguir que os outros façam o que você quer. Liderar não é se impor nem impor sua vontade. Um guarda de trânsito não é um líder porque é obedecido. É apenas agente da lei.

(3) Não é manipulação. Não se valer das pessoas para consecução de projetos pessoais ou para colocar-se sob holofotes, em evidência. Líder de verdade não usa pessoas. Respeita-as.

O que liderança é

Basicamente, é capacidade de aglutinar pessoas ao redor de um fim comum. Esta definição nos abre muitos horizontes.

(1) É aglutinar pessoas e não coagir pessoas ou obrigar pessoas. É ser um agregador de pessoas. Um líder ajunta pessoas e não as dispersa. O maior exemplo é Neemias. Sacerdotes, militares, sitiantes e perfumistas trabalharam como construtores dos muros de Jerusalém.

(2) É ao redor de um fim comum. Um projeto comum. O manipulador usa as pessoas para projetos pessoais. O líder cultiva um projeto comum com a equipe. Não necessariamente ao redor de si. Ele é secundário. O projeto é de todos e continua sem ele. O maior exemplo é Jesus. Seu projeto continua sem ele. E, contraditoriamente, o projeto é ele.

(3) Se é comum, os demais participam de sua confecção. No caso de uma igreja, o pastor que é líder sabe que não é o dono, mas coordenador. E se souber ser líder, será um coadjuvante, deixando que os outros emirjam e opinem. Os outros podem direcionar e ele se sente seguro. Como dizia meu amigo Dewey Mulholland: “As grandes cabeças correm na mesma direção”. Um grupo bem liderado ganha uma identidade.

Dois tipos de liderança

Há, entre muitos tipos de liderança, dois tipos que se relacionam com autoridade do líder. Autoridade, aqui, não significa mando, mas reconhecimento e aceitação.

(1) Liderança extrínseca. É a que nos vem pela força do cargo. A pessoa é elevada a uma função, e hierarquicamente, as demais a acatam. É obedecida, mas não necessariamente acatada ou reconhecida. Há gerentes que são gerentes por tempo de serviço ou relacionamento com alguém da cúpula, mas não são líderes. O trabalho é, via de regra, uma bagunça. Mantém-se por uso de disciplina, risco de demissão, etc.

(2) Liderança intrínseca. É aquela que a pessoa tem, independente do cargo. Tem por personalidade, por caráter, tempo na instituição. Não vem por nomeação ou indicação. Brota da pessoa. É aquele crente que está na igreja há anos e se firmou como líder. Chega o pastor inseguro e acha que tem que calar o líder intrínseco. Não entende que sua liderança ainda é extrínseca, do cargo. Deverá firmá-la com o tempo e com atitudes.

Inevitavelmente, o pastor tem a liderança extrínseca, da função. Com o tempo assumirá a liderança intrínseca. Não são idênticas e não vêm juntas. A primeira é outorgada. A segunda é conquistada. O pastor a conquistará quando os liderados virem seu equilíbrio, sua visão, seu empenho, sua seriedade. O bom senso manda que o pastor trabalhe para tê-la. E que, ao tê-la, saiba usá-la. Porque ela se perde e recuperá-la é impossível.

Liderança extrínseca o pastor tem. Liderança intrínseca, o homem de valor tem. Toma tempo. Muito obreiro não entende isto, e acha que por ter um curso e um título pode tudo, quer arrastar o povo atrás de si. Frustra-se. Há excelentes pastores do ponto de vista espiritual, pessoas piedosas, mas que quase sempre se saem mal. Não aprenderam a esperar, a repartir liderança, a ouvir, a mudar.

Autor: Isaltino Gomes Coelho Filho
Publicado em 05.06.2007


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Fabrica de Sabedoria

Toda quarta feira é dia de aprender através do temor e tremor da palavra de Deus. Você é nosso convidado para juntos esclarecermos a vontade de Deus para nossas vidas. Não perca essa oportunidade venha aprender mais com Jesus e transformar sua vida pela renovação do seu entendimento. fique em paz!!!

Deus procura aqueles que o adorem em espirito e em verdade e a palavra Dele é a propria verdade, por isso aqui respeitamos e amamos a Palavra do Pai! Um lugar onde o Amor é verdadeiramente vivido com temor!!

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Ceia do Senhor – Redescobrindo o valor



Todo primeiro domingo nos reunimos em uma
grande festa, onde lembramos de tudo que o Senhor Jesus fez por nós. É um momento onde todos são renovados e o Espirito Santo nos instrui tremendamente. Se voce reconhece o valor da comunhão venha redescobrir o valor do nosso redentor. Cristo quer tão somente que você se esforce e tenha bom animo, pois seu adversário externo ele já venceu, parta agora mesmo para vencer a sua vontade carnal e viva em novidade de vida. Não perca tempo o serhor quer te receber em sua casa te devolver a autoridade de filho e lhe fazer infinitamente mais do que você possa pedir ou pensar.

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Culto da Restauração

Toda Sexta feira buscamos cultuar a Deus através do simples reconhecimento de sua presença em nossa caminhada. Não deixe de perceber a presença do Senhor em sua vida faça de sua caminhada um tempo de adoração e preparação para a vida abundante que Jesus lhe prometeu. Lembre-se você é mais que vencedor em Cristo Jesus e para Deus não há impossiveis!!!!!

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como é !!!

O TRIUNFO

trabalho disciplinar sobre o filme O Triunfo  para a matéria de Didática, Professora Flavio.

RIO DE JANEIRO  19 DE ABRIL DE 2011.

Este comentário, visa identificar técnicas aplicáveis a prática da Didática. Tem como  fonte o filme O TRIUNFO onde o Ator Matthew Perry é um jovem professor que após ser confrontado por sua própria doutrina resolve se lançar em um desafio maior, lecionado nas escolas de Nova York. O filme é baseado em fatos reais e relata a vida de RON CLARK.

 

O filme mostra que após ser confrontado por sua própria filosofia, Clark resolver aventurar-se no mercado profissional de Nova York. É interessante ressaltar que ele não estava preocupado com grandes lucros, mas sim com possibilidade de um desafio real. Suas primeiras tentativas foram frustradas e o primeiro emprego que conseguiu, foi em um restaurante fantasiado de Robin Wood. Neste local ele recebeu um presente que foi a amizade de uma linda mulher que participaria mais tarde de momentos cruciais de sua trajetória. Sua empolgação pela moça o fez estabelecer uma relação bem próxima com ela e permeou a história inteira com um ar muito interessante de construção da admiração de um pelo outro e a conseqüente divisão dos fardos e aconselhamentos mútuos. Após estabelecer essa relação Clark se dirigiu a uma escola para tentar uma vaga quando teve a “in”felicidade de presenciar uma briga entre um colega de profissão e um aluno. Tendo ele um grande senso de oportunidade resolveu oferecer seus serviços a escola. Embora lhe fosse oferecida a vaga para lecionar em uma turma mais fácil ele abraçou um desafio real e pediu para lecionar na pior turma da escola, onde foi desacreditado e ridicularizado por todos, alunos, professores e até o diretor, além dos familiares dos alunos é claro. Depois de ser por diversas vezes afrontado chegou ao ponto de perder o controle chegando a abandonar a sala de aula, retomou suas atividades no dia seguinte após ser aconselhado por sua amiga (aquela de quem falamos antes). A partir deste momento tomou a decisão de ir até o fim e fez tudo quanto foi necessário para obter o respeito e a confiança da turma. Se relacionou com eles das mais diversas formas e conseguiu estabelecer não só uma relação respeitosa mas principalmente interessada por parte dos alunos. Por duas vezes ele deixou toda turma para resgatar um único aluno Michel que ora se afastava pelos relacionamentos duvidosos e proximidade com o crime e outras vezes por sua situação familiar complicada. Jovem adotado e agredido pelo pai adotivo o professor conseguiu transformá-lo em artista plástico e melhorar sua média a ponto de fazê-lo ser aprovado com honras. Transforma uma jovem rebelde em 1ª colocada geral,  além da capacidade de perdoar que lhe ficou acentuada, tudo quanto lhe foi permitido fazer ele fez. Mas a verdadeira diferença esteve nas coisas que ele não precisava ter feito e fez. A saber , pular corda, visitar familiares, deixar todos no teatro para buscar um etc… Ao final do filme é surpreendente a forma como aquilo que todos diziam não ter jeito foi transformado em algo lindo coeso e produtivo.

 

Avaliando  todo o contexto do filme, gostaria de ressaltar a perseverança e a obstinação o professor Clark. Embora o diretor estivesse preocupado com os resultados somente, para manutenção de seu emprego e não pelo dever de ensinar, o professor assumiu um desafio e começou a resgatar antes de mais nada valores, ele ao pesquisar as famílias de seus alunos identificou que a insubordinação daquelas crianças se dava por falta de estrutura familiar e que elas eram individualistas não por vontade mas para se defender. Buscando restabelecer os valores ele começou a gerar um senso de responsabilidade coletiva e que faria mas tarde toda a diferença. Ele não só buscou conhecer seus alunos como se expôs e fez-se conhecido deles, trabalhou incansavelmente até que pudesse ser acreditado por seus alunos, sacrificou sua saúde em prol de crianças que nunca receberam este amor de seus próprios pais, chegando com isso ao ponto de unir pais e filhos em um evento cultural da Brodway. Ele foi um paradigma para um grupo social inteiro, alguém que soube como fazer a diferença:

- cuidou de conhecer os hábitos de seus alunos a ponto de medir o tempo de suas ações e usar isto para que o vídeo fosse menos impessoal.

- Assumiu posturas que contrariavam posições de pais e do próprio diretor para ajudar seus alunos.

- se expôs ao risco de disputar um aluno com o crime

- uniu as famílias fazendo pais se orgulharem de seus filhos.

- fez com que aquelas crianças que eram tidas como sem solução elevassem a auto estima e as transformou em vencedoras.

- adequou seu método para despertar o interesse usando música e pulando cordas.

- Estabeleceu uma relação de confiança com uma jovem menina ao assumir a responsabilidade de fazer as tarefas domésticas para que ela estudasse.

- manteve com seus próprios meios a limpeza e a restauração da sala destruída pelos alunos.

Eu particularmente recomendo o filme a todos aqueles que como eu visam trabalhar restauração a partir do ensino. O filme é rico em todos os aspectos e acho que temos um professor que foi capaz de “pastorear” e levar desacreditados e descrentes a uma certeza: “o amor lança fora todo o medo” e este professor nos ensinou que se você ama o que faz não deve temer, vá em frente, você vai conseguir.

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DEUS E O MAL

O Mal é visto como ilusão. Essa perspectiva é encontrada em conceitos monistas e panteístas. A tensão entre Deus e o mal é resolvida pela negação do mal. A cosmovisão hindu (ensinos Vedanta), Zenão (336-274 a.C.) e Spinoza (1632-1677) são exemplos desta perspectiva. Spinoza¹, por exemplo, chega a afirmar que o mundo parece cheio de mal apenas porque é visto de uma perspectiva humana estreita e errônea. Da perspectiva divina, porém, o mundo forma um todo necessário e perfeito. A dificuldade dessa posição é provar que os sentidos não merecem confiança alguma, visto que eles apontam para a realidade objetiva do mal. Além disso, os defensores dessa perspectiva precisam responder por que tal “ilusão” é tão comum e se mostra persistente na história humana? Que conhecimentos nos levam a tal conclusão? Seria tal conclusão uma ilusão também?

Alguns Negam a Existência de Deus

Essa é a perspectiva do ateísmo. É a negação da realidade de Deus. Os ateus opõem-se diretamente aos “ilusionistas”. Afirmam a realidade do mal com base nos sentidos e negam a realidade de Deus, cuja existência é incompatível com o mal. O pensamento ateísta sistematizado desenvolveu-se nos últimos dois séculos de história da filosofia ocidental, fruto do racionalismo. Os principais argumentos ateístas são:

1) Deus e o mal são mutuamente excludentes: se o mal existe, logo Deus não pode existir;

2) Se Deus existisse, ele não seria Deus propriamente dito, pois carece de bondade por permitir o mal;

3) Se Deus existisse ele não seria Deus propriamente dito, pois carece de poder visto que permite o mal.

 

¹Spinoza: Bento de Espinoza[1] (também Benedito Espinoza; em hebraíco: ברוך שפינוזה, transl. Baruch Spinoza) foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Nasceu em Amsterdã, nos Países Baixos, no seio de uma família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno.

 

Essa perspectiva é encontrada no budismo que pressupõe uma alienação entre o homem e o universo. O universo é impessoal e opera por causa e efeito. Não existe a figura de Deus, o sofrimento decorre da vontade humana e a sua solução se dá de maneira individual e existencial. Por isso o budista anseia pelo estado impessoal no nirvana. Esse pessimismo também encontra exemplos no pensamento grego clássico. Hegesias de Cirenaica ensinava ser a vida sem valor e que o único bem, que nunca seria alcançado, seria o prazer. Todavia esse pessimismo não marca o pensamento helênico propriamente dito que, de modo geral, acreditava na vitória sobre o mal por meio da virtude e da sabedoria.

É no pensamento europeu contemporâneo que encontraremos um exemplos dessa posição: Arthur Schopenhauer (1788-1860). Há também filósofos existencialistas ateus que enfatizam o absurdo da realidade, vendo o homem como um ser sem saída. Os principais são Jean Paul Sartre (1905-1980) e Albert Camus (1913-1960), famoso por sua obra “A Peste”. Schopenhauer cria que a realidade última é a cega vontade irracional de viver que a todos impulsiona. Tal vontade transcendental é essencialmente má, particularmente pelo fato de haver criado o nosso corpo com desejos que não podem ser satisfeitos. O sofrimento é causado pelo desejo incessante que nunca pode ser plenamente atendido. A dor e a ilusão são inevitáveis. A maior tragédia humana é o fato de ter o homem nascido.

O ateísmo e o panteísmo também precisam explicar coerentemente a origem e a natureza do mal. O Panteísmo afirma Deus e nega o mal. O ateísmo afirma o mal e nega Deus. O problema do teísmo é afirmar a existência de Deus e do mal. Os panteístas ignoram o problema do mal o chamando de ilusão.

O ateísmo não pode oferecer nenhuma definição lógica de mal sem apelar para um padrão último de bem.

Que é o mal?

Quando Deus criou tudo, disse que todas as coisas da sua criação eram boas. (Gn 1.4; 1.10; 1.12; 1.18; 1.21; 1.25; 1.31)

O mal pode ser real sem ser uma substância, isto é, o mal é a ausência ou perda real de algo que deveria estar presente. A cegueira não é uma substância, ela é a falta real da visão. Uma pessoa cega carece de integridade física, e nós enxergamos essa deficiência física como má ou negativa porque supostamente todos devem ver. Uma pessoa não é moralmente má porque não enxerga. Para um indivíduo ser moralmente mal , ele deve ter carência de integridade moral ou bondade. O mal, portanto, é a ausência ou a privação de algo que deveria estar presente, mas não está.

Quando as pessoas exercem o livre arbítrio, a capacidade de fazer uma decisão não compulsória entre duas ou mais alternativas, elas realizam seu potencial para o bem ou para o mal.

O mal moral pode ser  entendido como a relação corrompida entre dois ou mais seres humanos – uma relação que não é o que deveria ser. Para que o mal moral exista, o agente moral e a lei moral também devem existir.

Para resumir, consideramos o mal a ausência real ou privação do que é bom. O mal não é uma substância. O mal aparece quando o bem não está onde deveria estar. O mal não existe em si ou por si mesmo. O mal só pode existir em algo como corrupção do que deveria estar ali. Em termos relativos, o entendimento corrompido da natureza humana (quem somos) e a rejeição das obrigações morais (como devemos nos comportar) são as causas primárias do que chamamos mal.

Deus criou o mal?

Como cristãos teístas, cremos que o maior bem em toda a realidade é Deus.  É o amor de Deus que traz integridade e santidade à vida humana. Ao contrário, o maior mal que alguém é capaz de experimentar é estar separado dessa relação de amor com Deus. O verdadeiro amor é sempre persuasivo, nunca coercitivo. Portanto, o componente essencial de qualquer relacionamento de amor, até o relacionamento com Deus, é a liberdade.

O Deus da bíblia revelou na criação que este mundo, com criaturas livres, capazes de aceitar ou rejeitar seu amor, não é o mundo melhor, mas é o melhor modo para o melhor mundo possível – o céu.

Deus criou a liberdade como uma coisa boa, todavia o mal pode surgir dessa coisa boa. Portanto, Deus não é o autor direto do mal, ele criou o potencial para o mal quando criou criaturas livres, o que também lhes faz possível experimentar o seu amor (o bem maior).

Um relacionamento de amor deve deixar aberta a possibilidade de o amor ser rejeitado – e, portanto, o mal ser escolhido. Quando as pessoas rejeitam o amor de Deus, percebem o mal potencial dentro delas mesmas, o que afeta todos os outros relacionamentos nos quais elas entram.

Se o pecado (uma espécie de mal) se define essencialmente como a rejeição do bem que deveria existir (neste caso o amor de Deus), é impossível para Deus ter criado um mundo onde as pessoas fossem livres e o pecado não fosse possível. Se a Salvação se define como Deus oferecendo livremente às pessoas um caminho de volta para a relação de amor com ele depois de terem rejeitado a relação com o pecado, e se o amor requer livre escolha, também é impossível salvar as pessoas contra a vontade Deus deter o mal é necessário eliminar essa capacidade: nossa livre escolha. Mas a eliminação de nossa livre escolha significaria que não mais poderíamos experimentar o bem maior – o amor divino. Se Deus nos impedisse de ter a capacidade de experimentar o bem maior seria o mal maior. A questão real, portanto, é: “queremos de fato que Deus suprima nosso livre arbítrio”.

O que estamos tentamos mostrar é que quase todos nós, se não todos, nos preocupamos com o mal produzido pelas escolhas livres que os outros fazem, não com o mal que ocorre em conseqüência de nossas próprias escolhas.

No capítulo 13 de Lucas, Jesus adverte quanto ao perigo iminente que enfrentariam se não reconhecessem e não se preocupassem com o mal no próprio coração. Em essência, Jesus disse: “o mal que está no mundo os perturba de fato? Se vocês estão perturbados com o mal, comecem com o mal que está bem próximo de vocês – o mal em seu próprio coração. Deixem o resto do mundo com Deus e fiquem mais preocupados com seus próprios modos maus e as conseqüências que vocês enfrentarão se não os confessarem e não se voltarem para Deus”. Se quisermos ver Deus impedir o mal, devemos pedir-lhe para começar em nós.

Qual é a finalidade do mal e do sofrimento?

Quando Lewis reconheceu que o mundo era injusto, foi forçado a pressupor um padrão de justiça que está além do mundo. O mesmo princípio aplica-se à conclusão do rabino Kushner. Para dizer que Deus é imperfeito, Kushner deve ter presumido um padrão de perfeição além de Deus. No entanto, ele nega existir o padrão que alega ser perfeito.

Teorizar a respeito da dor é uma coisa quando estamos bem, mas é outra totalmente diferente quando a sofremos.

Não saber  os propósitos do mal e da dor implica que Deus não tem propósitos bons para as pessoas que sofrem.

Uma distinção importante

Nosso desconhecimento de todos os bons propósitos que Deus tem para a dor e para o sofrimento não significa que não haja bons propósitos.

Se Deus é todo- bondoso e onisciente, ele deve conhecer os bons propósitos para a dor e para o sofrimento no mundo. Não segue disso que o mal demonstra que Deus é imperfeito e limitado, segue que nós somos imperfeitos e limitados.

Alguma dor física é necessária para o desenvolvimento do caráter. Por exemplo, a compaixão não se atinge sem a miséria, nem a paciência sem a tribulação. Não se adquire coragem sem o temor, e a persistência é provocada pela privação. Em resumo, algumas virtudes seriam totalmente ausentes sem o mal físico. A edificação de caráter só acontece com aflição.

Das quatros virtudes cardeais (sabedoria, coragem, domínio próprio e justiça), C. S. Lewis considerava a coragem uma forma não somente de cada uma das outras três, mas também de todas as virtudes. A coragem seria desnecessária sem a presença do mal ou do perigo. Consequentemente, o bem maior do desenvolvimento da virtude é impossível sem a presença do mal. Pode parecer um preço alto para pagar, mas quando o produto final surge em forma de integridade pessoal e de caráter, vale o preço da dor suportada.

A decisão habitual de preferir vícios como o orgulho, ira, ciúme, avareza, glutonaria, luxúria e preguiça são manifestações da recusa de dominar os impulsos físicos e psicológicos. Deixar de aprender a desenvolver e usar o domínio próprio resultará na redução do interesse pela virtude e do desejo de cultivar uma boa personalidade. Ensinar as crianças a lidar com esses maus hábitos em casa, na escola e na sociedade implica um nível pessoal de sofrimento chamado disciplina. As punições são quase sempre necessárias para ensinar os indivíduos que eles estão andando sobre bases moralmente perigosas. Somente por meio da dor da disciplina uma criança pode aprender o domínio próprio.

Um pouco de dor é necessária para nos advertir de um perigo iminente maior. A dor é usada como sistema de advertência para nos ajudar a permanecer vivos.

Dor como benção em vez de aflição.

Um pouco de dor é necessário para nos ajudar a evitar sofrimento maior.  A dor de suportar sentado na cadeira do dentista é em geral necessária para poupar o indivíduo de sofrimento e dor ainda maiores.

Um pouco de dor é usado por Deus para obter nossa atenção moral. Da mesma forma que um pai que ama o filho e o disciplina para chamar-lhe atenção, Deus também age.

 

Propósitos para a dor:

Desenvolver o caráter;

Ensinar conseqüências morais;

Advertir de perigos iminentes;

Evitar sofrimento maior e

Obter a nossa atenção moral.

Por que há tanto mal e sofrimento?

Por que tantas pessoas experimentam dor e sofrimento? Por mais terrível que seja ver um indivíduo sofrer o máximo de dor possível, ainda reflete o fato de que a dor e o sofrimento são limitados à experiência de uma só pessoa e somente enquanto essa pessoa está sofrendo. A dor pode ficar insuportável quando não há ninguém por perto que verdadeiramente entenda e possa se relacionar com o sofredor. A intensidade do sofrimento é, com efeito, diminuída quando mais de uma pessoa o experimenta.

Por que as inundações, os furacões, o câncer, a AIDS etc?

O teísmo cristão não afirma que Deus tenha criado o melhor mundo possível. Mas afirma que Deus criou o melhor meio para o melhor mundo possível. Nesse  melhor meio para o melhor mundo possível, o mal físico resulta tanto direta como indiretamente das leis que regem o universo físico e das decisões dos agentes morais. Deus criou o mundo de modo que as leis naturais operem para o benefício global da humanidade.  O mal natural pode resultar do entrelaçamento dos sistemas no continuum espaço-temporal. Onde quer que duas ou mais coisas venham a competir no mesmo lugar e no mesmo tempo sempre haverá conflitos.

À medida que o relâmpago viaja através do ar, produz óxido nítrico (uma forma de fertilizante). Isso é bom porque a chuva vai derramar óxido nítrico(fertilizante) e ajudar a produzir relva e colheitas sadias. Contudo, o mesmo relâmpago algumas vezes atinge pessoas ou edifícios e outros objetos, o que poderia causar um mal físico.

Nenhum desses males subprodutos é conseqüência planejada do processo natural, mas todos eles são a conseqüência necessária da realização de outros bens naturais.

As conseqüências das escolhas livres dos agentes morais são outra causa do mal físico. O princípio da solidariedade humana de maneira negativa.  Dois adultos  se relacionam, sendo um deles casado e com filhos. Toda família será afetada. Outros exemplos de solidariedade da humanidade são as doenças sexualmente transmissíveis, o uso de drogas e álcool, a pornografia etc. independente da causa, o efeito das escolhas individuais na sociedade como um todo foi, e continua sendo, devastador.

De acordo com a Segunda Lei da termodinâmica tudo no universo está em estado de deterioração crescente. Isso inclui os organismos vivos. Portanto, à medida que o tempo aumenta, também aumenta a deterioração.

Segundo o teísmo cristão quando Deus criou os primeiros seres humanos, eles eram geneticamente puros. Depois de terem preferido romper a relação com Deus, as conseqüências de sua escolha livre foram a deterioração progressiva de todo reino físico, até o próprio corpo deles.

Dos primeiros seres humanos até os que vivem hoje, muitas distorções de cópias e erros aconteceram. Junte este fato à deterioração sempre crescente do ecossistema e vai com todo tipo de dificuldades genéticas que podem resultar em várias aflições físicas.

Deus permitiu que este mundo fosse ocupado por seres espirituais maus com livre arbítrio. Alguns males físicos resultam da livre escolha dos seres espirituais maus. Enquanto houver seres livres (humanos ou espirituais) comentendo atos maus, haverá conseqüências morais e/ou físicas sobre este mundo causadas pelo comportamento deles.

Apenas o teísmo bíblico pode explicar adequadamente a presença do mal neste mundo. O mal físico é essencialmente ligado ao mal moral. O mal moral é o  melhor meio de produzir um mundo moral idealmente perfeito. O mal físico é necessário por diversos aspectos: é condição, conseqüência, componente, e advertência num mundo moralmente livre. O mal não determinado direta ou indiretamente pela liberdade humana é atribuído aos espíritos maus.

Foi um Deus soberano que permitiu à humanidade exercer a liberdade. Deus soberanamente desejou que os seres humanos tivessem controle sobre suas próprias decisões morais. Em fazendo assim, ele providenciou para o bem maior, mas também nos deu o poder de cometer atos maus.

Deus pode ser soberano e ainda assim permitir a liberdade humana?

Kushner crê que Deus não está no controle de todas as coisas, por isso infere que a soberania de Deus não pode coexistir com a liberdade humana e vê a liberdade humana como a desistência de Deus de exercer seu controle no mundo.

A autodeterminação não é contraditória nem irresponsável. Um homem é responsável pelo que ele vem a ser pela escolha moral. Isso significa que ele é responsável por sua própria livre determinação moral… Deus determinou que o homem fosse uma criatura com autodeterminação.

O Soberano fez o homem soberano sobre o próprio destino moral. Não obstante, Deus está no controle de todo esse processo porque:  1- Deus por sua própria presciência vê o que a liberdade fará e pode produzir um bem maior dela; 2- Deus está no controle soberano do fim em que as escolhas livres dos homens se transformarão permanentemente de acordo com a própria vontade deles.

Em resumo, Deus(a causa primeira) está operando na autocausalidade da liberdade humana (a causa secundária) e por meio dela para produzir o maior número (a causa fina) de acordo com a perfeição absoluta de Sua própria natureza (a causa exemplar).

Deus é o único ser totalmente livre e independente que existe, todos os seres humanos são dependentes e contingentes de sua própria natureza.

Entretanto, Deus terá a palavra final nessa situação, como em todos os assuntos! Como sempre, Jesus submeteu-se ao plano de seu Pai e obedeceu à autoridade terrena sobre ele.

Contudo, visto que Deus é soberano sobre todas as coisas, ele tem a palavra final, e havia decretado desde a eternidade que Jesus ressurgiria dos mortos três dias depois de ser crucificado.

Tanto a soberania de Deus como a responsabilidade dos seres humanos existe sem contradição.

A chave de tudo isto é que Deus esta fora do tempo, mas pode agir no tempo. Deus usa as escolhas livres dos seres humanos para cumprir os seus propósitos. Mesmo quando as pessoas más cometem atos cruéis e injustos livremente, jamais podem obstruir os propósitos de um Deus soberano.

Um homem misericordioso deseja o bem do seu próximo e desse modo faz “a vontade de Deus”, cooperando conscientemente com “o bem simples”. Um homem cruel oprime seu próximo e assim faz o mal simples. Mas fazendo esse mal, ele é usado por Deus, sem seu o seu próprio conhecimento ou consentimento, para produzir o bem complexo – de forma que o primeiro homem serve a Deus como filho, e o segundo, como uma ferramenta. Você certamente vai cumprir o propósito de Deus, não importa como aja, mas para você faz uma grande diferença servir como Judas ou servir como João.

Como o autor definiu em sua conclusão Deus tem a capacidade de intervir se e/ ou quando ele determina. Se decidir não intervir, podemos presumir que ele está permitindo que o mal persista a fim de alcançar um bem maior, mesmo que não tenhamos nenhum conhecimento do bem maior.  Além disso, Deus é capaz de redimir as nossas más escolhas, ou o mal que os outros escolhem que façamos, como parte do seu plano soberano de produzir um bem maior.

Essa vitória sobre o mal é tema central da mensagem cristã, conhecida como evangelho ou boas-novas.

Para os ateus, o mal é meramente problema de ignorância humana, e a resposta ao problema é a educação.

Para os panteístas, o mal é uma ilusão e não precisa de nenhuma solução, porque não é um problema real.

O teísmo cristão reconhece que o mal está ancorado em cada coração humano e se manifesta num estilo de vida centrado no eu.

Diante de tudo isso o que Deus quis dizer em IS 45.7

“eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o senhor faço todas estas coisas.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bibliografia:

  1. Manual de Defesa da fé : Peter Kreeft
  2. Bíblia de Estudo Genebra
  3. Wikipedia

 

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Seja bem-vindo!

Venha fazer parte dessa família!!!!

Deus é nosso refugio e fortaleza!!

Agradeço a Deus todos os dias pela confiança de nos chamar a tão grande obra. Entendemos que cada ovelha do Senhor que nós cuidamos representa também o melhor de Deus para nossas vidas, portanto quando olhamos um rosto novo na Igreja nos alegramos sobremaneira, pois temos a certeza de que Deus está nos dando cada dia mais do seu melhor. Espero em Deus que cada um possa se encontrar em Cristo e viver Nele recebendo de “sua plenitude e Graça sobre Graça”.

Fazer o que é reto e Justo diante de Deus é um dever de todos, porém muitos tem buscado seus próprios deleites, e na maioria das vezes acabam frustrados pois só em Cristo temos a condição de filhos e a certeza da salvação.

É impossível ser feliz sem Cristo e a bíblia diz que é impossível agradá-lo sem fé, então faça da fé um exercício diário buscando cada dia crescer na graça e no conhecimento para que tenhas uma vida abundante porque ele tem nos abençoado com toda sorte de bençãos nas regiões celestiais.

Que Deus te abençoe e te Guarde, faça resplandecer sobre ti a sua face e te dê a Paz!! Shalom!!!

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